Caixa 2 nas empresas: 8 ótimos motivos para não cair nesta armadilha

Caixa 2 nas empresas: 8 ótimos motivos para não cair nesta armadilha

O caixa 2 em empresas pode parecer, a princípio, uma excelente maneira de fazer a sua empresa lucrar mais. Entretanto, ele é um péssimo negócio e pode levar o proprietário à cadeia.

O termo caixa 2 caiu na boca do povo a partir de 2014. O motivo? As denúncias de corrupção que, apuradas pela Operação Lava Jato, se confirmaram. Neste contexto, o caixa paralelo era usado para remunerar favores entre empresas, partidos e políticos.

Contudo, esta prática não está presente somente nos altos escalões da política: Brasil afora, muitos negócios – grandes e pequenos – fazem uma contabilidade paralela. A maioria se julga muito inteligente por burlar o Fisco, pagar menos impostos do que realmente é devido e lucrar mais – pelo menos no curto prazo,.

Parece um ótimo negócio? É aí que você se engana: seja no mundo político ou no empresarial, o caixa 2 é um péssimo negócio. A questão não é apenas ética, como, também, operacional.

Quer saber como a prática de uma contabilidade paralela prejudica o seu pequeno negócio? Continue lendo!

Clique para ir direto ao assunto que te interessa:

  1. O caixa 2 nas empresas é crime
  2. O caixa 2 nas empresas pode incorrer em multa – ou até prisão dos proprietários
  3. O Fisco está cada vez mais atento ao caixa 2
  4. A prática dificulta o planejamento financeiro da sua empresa
  5. Você pode acabar denunciado por seu próprio contador
  6. O caixa 2 nas empresas abre a porta para desvios cometidos por funcionários
  7. Você terá problemas para contratar um sistema de gestão
  8. Você pode perder clientes importantes

O que é caixa 2 nas empresas?

No contexto das empresas, fazer caixa 2 significa criar e administrar uma contabilidade paralela à oficial.

Na prática, a empresa não emite Nota Fiscal, ou seja, não informa o Fisco a respeito de venda. Deste modo, os tributos respectivos a ela não são cobrados.

Também existem negócios que registram apenas parte da venda e que desviam uma parcela do valor para o caixa 2. Assim, esta quantia vai para o caixa paralelo e não são pagos impostos em cima dela. Por exemplo: você vende uma mercadoria por R$ 500, mas faz um acordo com o cliente para que apenas R$ 400 constem na nota fiscal. Os R$ 100 restantes são desviados para o caixa 2, e os respectivos tributos não são recolhidos.

Parece uma excelente ideia? Acredite, não é – e podemos provar. Confira:

1. O caixa 2 em empresas é crime

caixa 2 em empresas
Quando descoberto, o proprietário de empresa que faça caixa 2 pode até ser preso.

A prática de caixa 2 nas empresas é considerada sonegação fiscal. Deste modo, trata-se de um delito contra a ordem tributária.

Caso a Receita te pegue – o que é só uma questão de tempo para acontecer, como veremos mais adiante – você terá que assumir todas as consequências do ato. Caso o seu contador seja conivente, ele também poderá ser responsabilizado.

2. O caixa 2 em empresas pode incorrer em multa – ou até prisão dos proprietários

Como a contabilidade paralela nas empresas é crime, ela pode gerar multa ou, até mesmo, prisão.

Lembra do Marcelo Odebrecht? Pois é, se você sonegar imposto e o Fisco te pegar, você pode acabar exatamente como ele!

A pena de prisão inicial para este delito é de seis meses, e, a máxima, dois anos. Já a multa varia entre duas e cinco vezes o valor do imposto devido. Além disso, você pode acabar enquadrado em outros crimes, como lavagem de dinheiro, o que aumenta a pena e o valor da multa.

Dá para ver que é um péssimo negócio, não é? Continue lendo: ele fica ainda pior.

3. O Fisco está cada vez mais atento ao caixa 2

caixa 2 em empresas
Com a informatização das vendas e dos impostos, é só questão de tempo para que o Fisco identifique a prática de caixa 2.

Antes da informatização, a Receita dependia basicamente de denúncias para apurar casos de caixa 2 e sonegação fiscal. Entretanto, com a implementação de sistemas para o cumprimento de obrigações tributárias e do internet banking, ela tem cada vez mais dados para usar no combate à sonegação fiscal.

Paralelamente a isto, há, também, a questão da legislação de lavagem de dinheiro. Você sabia que o seu banco é obrigado a notificar o órgão responsável a respeito de todas as transações cujo valor supere os R$ 10 mil, e/ou envolvam montantes muito superiores aos que você geralmente movimenta?

Moral da história: hoje, fazer caixa 2 não é mais aventura. É pedir para ser identificado e punido. Se isto ainda não chegou até você, é só questão de tempo.

4. A prática dificulta o planejamento financeiro da sua empresa

Se organizar e controlar um caixa já é difícil, imagine dois!

Quando você precisa cuidar de uma contabilidade paralela (principal sem a ajuda de um contador, como costuma ser) a gestão financeira da sua empresa se torna automaticamente mais complexa. Afinal, você tem que cruzar receitas e despesas dos dois caixas para obter um cenário real. Assim, o risco de erros – e problemas financeiros – aumenta.

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5. Você pode acabar denunciado por seu próprio contador

Atualmente, o entendimento jurídico sobre os crimes de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro é que o contador também pode ser responsabilizado. Porém, isso é possível apenas em determinados cenários.

Caso o profissional consiga comprovar que agiu de boa fé (ou seja, transmitiu informações falsas ao Fisco porque não havia motivo para dúvida quanto à sua veracidade), ele é isentado de responsabilidade. Agora, caso a autoridade consiga comprovar que o contador foi transmitiu informações falsas estando ciente disso, ele é considerado cúmplice do empresário que tentou burlar a Receita.

Assim, caso o profissional que presta serviços para a sua empresa suspeite da prática de caixa 2, ele pode te denunciar para não ser responsabilizado junto com você. Já imaginou ser denunciado por seu próprio contador? Se você praticar caixa 2, isso é perfeitamente possível!

6. O caixa 2 em empresas abre a porta para desvios cometidos por funcionários

caixa 2 em empresas
Desvios feitos do caixa 2 não podem ser provados, o que dificulta a identificação de irregularidades cometidas por funcionários.

Quando um funcionário mal intencionado realiza desvios de dinheiro do seu caixa oficial, você tem meios para comprovar a prática. Mas, e quando o desvio acontece no caixa 2? Como comprovar o ocorrido perante as autoridades, sendo que a própria existência desta contabilidade é ilegal?

Simplesmente não há como. Assim, não é possível demitir o funcionário por justa causa. É um risco ao qual simplesmente não há porque dar abertura. E ele é real: isso aconteceu até dentro da Odebrecht!

7. Você terá problemas para contratar um sistema de gestão

Todos os anos, manchetes sobre empresas de software que facilitavam a sonegação de impostos por meio da realização de vendas sem NF tomam a imprensa após alguma operação do Fisco. Deste modo, os empresários deste segmento têm ficado cada vez mais receosos para implementar uma função do tipo em seus produtos.

Assim, é praticamente impossível que você encontre um sistema de gestão que te permita registrar vendas sem nota fiscal. Consequentemente, fica praticamente impossível apelar para técnicas de caixa 2 e lavagem de dinheiro.

8. Você pode perder clientes importantes

caixa 2 em empresas
Como o público está cada vez mais atento a questão éticas, empresas que praticam caixa 2 podem perder clientes.

O público está cada vez mais interessado no posicionamento ético das empresas com as quais fazem negócios.

Assim, caso a sua empresa se envolva com técnicas duvidosas – como a prática do caixa 2 – você pode acabar perdendo clientes importantes e reputação. Pode ser uma verdadeira sentença de morte para o sue negócio, que não compensa o valor economizado com impostos sonegados.

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