minimercados em condominios

Uma tendência impulsionada pelo desejo de ficar em casa na pandemia, os minimercados em condomínios vieram para ficar. Entenda porque esse setor está crescendo tanto e quais são as oportunidades para quem deseja investir nele.

Assim que a pandemia de Covid-19 pegou todo o mundo de surpresa, em março de 2020, todas as tarefas simples do cotidiano se tornaram muito mais difíceis. Ir ao mercado, por exemplo, envolvia grandes filas para evitar aglomerações, a limitação de uma pessoa por família dentro da loja, além do trabalho de limpar as embalagens na chegada. 

Nessa época, muitos brasileiros conheceram uma alternativa muito mais prática para fazer compras: ter um minimercado dentro do próprio condomínio. Além da comodidade e rapidez, esses minimercados ofereciam muita segurança no contexto da pandemia. Com isso, várias empresas surgiram no setor e cresceram exponencialmente, em pouco tempo.

Contudo, mesmo agora que a situação melhorou bastante e diversas cidades até revogaram a obrigatoriedade do uso de máscaras, essas empresas continuam em seus movimentos de crescimento e ainda atraem muitos clientes. Isso demonstra que o consumidor não quer abrir mão dessa comodidade e os minimercados em condomínios são uma tendência que vieram para ficar — sendo uma ótima oportunidade também para investidores e síndicos.

Em vista disso, preparamos esse texto completo para você se informar sobre esse negócio. Continue a leitura para entender como funcionam os minimercados em condomínios e como são as oportunidades nesse setor em seis pontos essenciais:

 

 

Minimercados de verdade

A BitMarket é uma empresa que usa solução de autoatendimento ConnectPlug.

Quando falamos em minimercado no condomínio, você pode pensar em algo como a venda da esquina ou o mercadinho do bairro… Mas a realidade é que as lojinhas são ainda menores que isso: somente algumas prateleiras com produtos suficientes para atender aos moradores do prédio, além das geladeiras para bebidas e produtos refrigerados. 

A ideia é aproveitar salas subutilizadas do condomínio ou espaços vazios na área comum, por exemplo. Algumas empresas chegam a instalar pontos de venda em espaços de até 2 m2 — a estrutura é adaptada ao lugar disponível. Em condomínios de casas ou com uma ampla área externa, há empresas que fornecem minimercados em contêineres. 

Com menos espaço, a variedade também acaba sendo menor: cerca de 500 produtos, em média. É o suficiente para dar alguma escolha para o consumidor sem demandar uma grande estrutura. Além disso, as redes costumam estudar o perfil de cada condomínio para oferecer o tipo de produto que será mais consumido ali: mais bebidas para jovens ou fraldas e itens de higiene para famílias, por exemplo.

 

Autoatendimento com honestidade 

mini mercado em condominios

Os minimercados em condomínios trabalham com um conceito chamado de “honest market” — mercado honesto, em tradução livre. Isso quer dizer que não há caixas ou qualquer tipo de barreira física entre o consumidor e os produtos. As pessoas podem pegar o que quiser na prateleira e fazer o pagamento no autoatendimento disponível no local.

Então, alguns espertinhos podem tentar sair sem pagar, certo? Não necessariamente. Como o mercado está dentro de um condomínio, atendendo às pessoas que moram ali, é mais fácil fiscalizar alguns golpes e encontrar o culpado — com ajuda de câmeras, claro. De acordo com o CEO da ConnectPlug, uma das principais empresas do setor, as perdas dos minimercados em condomínios ficam em torno de 3%, dentro da média do varejo tradicional.

 

Minimercados inteligentes

A iStok é uma empresa que usa solução de autoatendimento ConnectPlug.

Os mercadinhos em condomínios podem ser pequenos. Porém, há grandes tecnologias para que tudo funcione sem auxílio humano. 

Para “passar as compras” há um totem de autoatendimento com tela sensível ao toque e um leitor de código de barras. Ao final, o pagamento é feito pela maquininha de cartão integrada ao totem. Esse processo dispensa a necessidade de um caixa e permite que o próprio cliente resolva tudo com alguns toques na tela do totem — de forma rápida e segura. 

Também é interessante observar que o autoatendimento permite que o mercadinho funcione 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, o sistema pode ser facilmente integrado a outros softwares de gestão, facilitando a administração do negócio.

 

 

Vantagens para todos os envolvidos

Para os consumidores, como dito, a principal vantagem é a comodidade: basta descer até o minimercado e escolher seus produtos, em poucos minutos. Isso acaba sendo mais rápido e barato que pedir delivery ou, inclusive, ir a um mercado comum. 

Isso porque, de modo geral, os clientes relatam que os preços realmente são maiores que os mercados comuns — mas também não são tão caros, sendo menores que os praticados em lojas de conveniência de postos de gasolina. Se você calcular que não precisa se deslocar ou pagar taxas de entrega, é “elas por elas”. 

Mas não é só o consumidor que tem vantagens. O condomínio também se torna mais atrativo para pessoas que querem comprar ou alugar imóveis — agregando valor para os proprietários e até para os síndicos. 

Nesse sentido, é importante explicar que o condomínio não tem qualquer gasto ou trabalho com o minimercado: o dono repassa uma porcentagem das vendas para cobrir os custos de energia, além de se responsabilizar pela manutenção do espaço. 

 

Praticidade, mas com responsabilidade

self-checkout

Continuando no assunto do item anterior, os minimercados em condomínios podem ser uma opção de investimento lucrativa e de fácil operação — mas também é essencial se atentar às responsabilidades dos donos. 

Além da porcentagem para cobrir custos, eles precisam fazer toda a instalação e manutenção do ponto de venda: prateleiras, geladeiras, sinalização… 

Em contrapartida, a operação é muito mais simples que um minimercado tradicional. Não há produtos altamente perecíveis (como padaria e açougue), sendo que a reposição costuma ser semanal. E como o sistema é de autoatendimento, não é preciso contratar funcionários para cuidar da loja ou do caixa. 

 

Franquias de minimercados em condomínios em crescimento

Minimercados_condominios

Caso você tenha se interessado em abrir minimercados em condomínios— mas não sabe por onde começar —, saiba que a rede de fornecedores para esses negócios está crescendo, com várias opções. 

É possível adquirir uma franquia de redes de minimercados, que fornecem treinamento sobre o setor, auxílio para encontrar pontos de venda, além da estrutura básica (freezer, prateleiras, etc). Ao participar de uma rede, os contatos com fornecedores de produtos também podem ser mais simples. Já o totem de autoatendimento pode ser fornecido pela franqueadora ou por parceiras como a ConnectPlug

Por fim, é importante salientar como esse setor está crescendo: de poucos mercadinhos em condomínios de casas de luxo e algumas iniciativas bem pontuais no início da pandemia, os minimercados em prédios se tornaram algo comum. Já não é mais raro encontrar prédios que oferecem esse serviço, sendo que algumas redes já possuem centenas ou milhares de pontos de venda, em diversas cidades do país. 

 

 

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