franquia

Quando você pensa em abrir um negócio, você tem vários caminhos possíveis à sua frente. E um deles é o sistema de franquias para investir ou franchising — que permite abrir uma unidade de uma marca famosa contando com o apoio dela. Mas, afinal, como esse modelo de negócio funciona na prática e quais são seus prós e contras?

Mesmo que você não entenda exatamente como funciona o sistema de franquias, você deve estar familiarizado com ele, não é mesmo? Afinal, lojas desse tipo estão espalhadas por todo o Brasil e, muito provavelmente, todos nós já compramos em uma. 

Especialmente no setor de food service (restaurantes, bares, cafés) muitas marcas famosas atuam com franquias. Ou seja, vendendo a licença de sua marca para que outros empresários abram operações da rede, recebendo apoio da marca franqueadora no seu empreendimento.

De fato, esse é um modelo de negócio muito presente na economia brasileira. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias faturaram 240,6 bilhões de reais no Brasil em 2023 — um crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. Mais de 3,3 mil marcas atuam no sistema de franquias, com um total de 195 mil operações. 

Com isso, o setor oferece mais de 1,7 milhão de empregos no país — e cada operação cria, na média, nove postos de trabalho diretos. 

Olhando para esses números (e para a lucratividade prometida pelas franqueadoras) muitos empreendedores têm vontade de investir nesse tipo de negócio. Mas também sentem receio, já que não entendem como ele funciona na prática ou como é a relação entre o franqueado e a franqueadora. Por isso, nós criamos esse artigo para lhe explicar os principais pontos de como funciona o sistema de franquias.

 

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Como funciona o sistema de franquias, na prática?

A franquia é um tipo de estratégica de negócios na qual, ao invés de abrir lojas próprias, uma empresa concede os direitos para que outros empreendedores (os franqueados) façam isso. As empresas que cedem os direitos (franqueadoras) permitem que o franqueado use a marca, produtos, serviços, patentes e processos, entre outras propriedades intelectuais. 

Isso acontece porque, na maioria dos casos, uma empresa que começa a atuar no sistema de franquias já tem algumas operações próprias bem sucedidas, que servem de exemplo para os franqueados. Nesse sentido, também se espera que a empresa franqueadora ofereça todo o apoio logístico e operacional, bem como as orientações necessárias para que a loja trabalhe de acordo com os padrões da rede. 

Isso é indispensável para que os clientes não percebam diferenças entre lojas da mesma rede, ainda que elas pertençam a donos (franqueados) diferentes. Além disso, evita que uma loja mal administrada “manche” a reputação da marca, fazendo com que outros empreendedores franqueados tenham risco de perder clientes. Todas as franquias têm padrões que devem ser seguidos e espera-se que a franqueadora ofereça os subsídios necessários para mantê-lo. 

Até mesmo porque uma das principais vantagens de investir numa franquia é contar com esse “peso” da marca franqueadora, que ajuda num dos principais desafios de qualquer negócio: a atração de clientes. Inclusive, isso nos remete a outra questão: os investimentos. 

Para abrir um negócio nesse sistema, você precisa pagar pelos direitos à marca franqueadora (taxa de franquia), além dos royalties — para cobrir os custos da empresa para manter a rede, como o marketing das lojas. Na maioria dos casos, a franqueadora é a responsável por realizar ações de marketing e campanhas de publicidade para promover toda a rede. 

Dito isso, existem outros detalhes práticos da abertura de uma franquia que podem depender bastante da empresa com a qual você está fazendo negócios — como os valores da taxas, o que está incluso nelas e os padrões exigidos pela franqueadora. 

 

A relação entre franqueadora e franqueado

No sistema de franquias, o franqueador é a empresa que possui os direitos sobre a marca e as patentes usadas em toda a rede. Mas elas não são donas dos pontos de venda e da estrutura usada pelos franqueados para comercializar os produtos/serviços. 

Sendo assim, o franqueado compra os direitos de usar uma marca para abrir seu ponto de venda. Porém, o franqueado é o dono e responsável legal pela loja, com liberdade para gerir seu negócio e tomar decisões, desde que respeite os padrões da franquia.

Nesse sentido, é importante saber que a franqueadora deve oferecer todas as informações para que o franqueado possa operar um negócio dessa marca. Isso inclui todo apoio logístico e operacional, padrões e processos atendimento, bem como o plano de negócios. É esperado que a franqueadora zele pela reputação da marca, orientando seus franqueados. Sobre isso, é comum que essas empresas realizem encontros de franqueados para oferecer capacitações e alinhar expectativas sobre o futuro da rede. 

Até porque, no fim das contas, uma pessoa que adquire uma franquia está interessada nisso: em abrir um negócio já estabelecido, sem ter que pensar em todos esses detalhes por conta própria. Dito isso, nós devemos especificar que não se trata de uma relação hierarquizada, em que o franqueado é subordinado à franqueadora. Na realidade, podemos descrever o sistema de franquias como uma relação de parceria. 

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Vantagens e desvantagens das franquias

Logo acima, nós descrevemos uma das principais vantagens do sistema de franquias: iniciar um negócio já estabelecido, com plano de negócios bem definido e uma marca sólida. Dessa forma, o negócio “começa a girar” mais rápido — uma vez que a rede já tem sua clientela e já existe alguma demanda por esse produto/serviço na região. 

Outras benefícios de investir em uma franquia envolvem os padrões e processos já definidos: torna-se mais fácil operar o negócio quando você tem um “manual” de como fazer isso. Além disso, a franqueadora oferece apoio logístico e operacional quando necessário, fornecendo os produtos ou uma relação de fornecedores. 

Mas é claro que o sistema de franquias também tem suas desvantagens. Uma delas é seu custo mais alto: abrir uma franquia de um café ou restaurante exige investimentos maiores do que simplesmente abrir um café ou restaurante, com a sua marca. Além disso, como você faz parte de uma rede, você precisa seguir os padrões e exigências dela — por consequência, há menos autonomia para decidir os rumos do seu negócio. 

Comparando esses prós e contras, podemos dizer que uma franquia é um investimento mais seguro e conservador. Abrindo sua própria loja, você pode tomar decisões mais arriscadas e crescer por contra própria — mas também pode cometer erros, ter prejuízos e até falir. Com as franquias, por outro lado, você tem todo o suporte da franqueadora para alcançar o resultado esperado, desde que siga os padrões da rede e pague as taxas devidas. 

 

A taxa de franquia e os royalties

Uma das principais desvantagens do sistema de franquias, com toda certeza, é o investimento necessário para pagar a taxa de franquia e obter os direitos de abrir uma loja — você precisa investir um grande montante antes de ter qualquer retorno. 

De modo geral, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) classifica todas as franquias que custam menos de R$ 135 mil como microfranquias. Nesse contexto, as franquias de grandes marcas nacionais ou internacionais custam mais caro que isso. Contudo, existem franquias de todos os tipos, com taxas de franquia menores ou maiores. Há marcas menos conhecidas cuja franquia custa menos de 10 mil reais, por exemplo — mas é lógico que elas não irão oferecer a mesma estrutura e retorno de uma empresa maior. 

Dito isso, também é importante ponderar que algumas franquias já incluem todos os custos iniciais com a instalação do mobiliário, equipamentos e estoque inicial. Ao franqueado, resta apenas comprar ou alugar o ponto comercial — e pagar a taxa de franquia, é claro. Porém, em algumas marcas, o franqueado precisa desembolsar um valor adicional pelos equipamentos e estoque inicial. Busque se informar bem sobre isso e faça todas as contas. 

Outro detalhe essencial é que além de pagar a taxa de franquia, você também precisa pagar o valor dos royalties para continuar usando a marca. Essa cobrança é contínua, pelo tempo que sua franquia estiver aberta. Além disso, algumas empresas têm outras taxas adicionais, como o investimento em marketing. Geralmente, são porcentagens pequenas do faturamento — e compensam, quando comparadas aos benefícios das franquias —, mas é algo que você deve observar muito bem, antes de se decidir. 

 

Como abrir uma franquia e começar a ter lucros?

O primeiro passo para abrir uma franquia de sucesso é, naturalmente, escolher a marca mais adequada. Você pode consultar entidades como a Associação Brasileira de Franchising (ABF), que reúne as principais empresas do setor e mantém o Portal do Franchising, que traz muitas informações para quem deseja investir nele. Depois disso, você pode consultar os materiais das próprias redes, que já tem estimativa de custos para abertura e manutenção da franquia.

Antes de se decidir, é importante fazer uma análise minuciosa, pesando os prós e os contras de cada franqueadora: taxas, exigências, rentabilidade, prazo de retorno do investimento, etc. 

Além disso, você precisa estar ciente que a franqueadora precisa aprovar sua proposta para fazer parte da rede. Cada empresa tem critérios diferentes, mas eles geralmente incluem uma análise do seu perfil e da região onde você pretende abrir sua loja — as franqueadoras evitam abrir duas lojas próximas ou em locais com perfil demográfico diferente de seus clientes. 

Mas se o seu cadastro for aprovado, a franqueadora costuma dar suporte na escolha do ponto comercial e na preparação da sua loja: pintura, mobiliário, equipamentos, decoração, fachada e todos os outros detalhes essenciais para que você comece com o pé direito. 

Aqui mesmo na ConnectPlug, nós temos vários clientes que se tornaram case de sucesso e são franquias: Bean Go!, Bar do Urso e Bubble Mix Tea, por exemplo. 

A ConnectPlug oferece diversas soluções de automação comercial, como sistema de gestão ERP completo, sistema de mesas e comandas, totens de autoatendimento, entre outros. Leia nossos cases de sucesso em franquias e acesse nosso site para conhecer as soluções. 

 

Veja também o nosso guia completo de gestão empresarial para restaurantes:

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