Empresas familiares: 9 dicas de gestão fundamentais para o sucesso

Empresas familiares: 9 dicas de gestão fundamentais para o sucesso

Apesar de as empresas familiares serem a esmagadora maioria dos negócios no Brasil, sua taxa de mortalidade é muito alta. Felizmente, esta tendência pode ser revertida por meio de uma gestão apurada.

Sem as empresas familiares, o Brasil perderia um importante motor econômico nacional. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria PwC, as empresas que funcionam neste modelo representavam 80% dos negócios em funcionamento no país no final de 2016.

Esta não é a única cifra que mostra seu impacto na geração de renda e emprego: ainda de acordo com este levantamento, estes negócios são responsáveis por nada menos que 50% do PIB brasileiro.

Infelizmente, sua longevidade é inversamente proporcional a seu impacto. Meros 12% delas sobrevivem até a terceira geração de gestores.

Há quem não se surpreenda com esse número. Estas pessoas normalmente acreditam que as relações familiares são fatalmente avessas às profissionais. Em outras palavras, elas creem que os conflitos entre parentes são a sina de qualquer negócio.

Nada mais distante da verdade: com uma boa gestão, nada impede que uma empresa familiar chegue mais longe! Votorantim, Imaginarium e até o gigante Walmart são exemplos de negócios familiares que vingaram, cresceram e se consolidaram.

Que tal fazer o seu negócio chegar a este mesmo nível? Te ajudamos: confira estas 9 dicas para fazer a gestão de sua empresa familiar do modo mais profissional possível.

Clique para ir direto ao assunto que te interessa:

  1. Separe os relacionamentos familiares dos profissionais
  2. Familiares ou não, atribua os mesmos direitos e deveres a todos os funcionários
  3. Não permita saques arbitrários do caixa da empresa para saldar despesas pessoais
  4. Não contrate por parentesco, contrate por competência
  5. Não tome decisões somente em curto prazo
  6. Treine as novas gerações para gerir o negócio
  7. Considere contar com gestores que não sejam familiares
  8. Crie um mecanismo para mediar conflitos
  9. Não se esqueça de ter um bom sistema de gestão!

1. Separe os relacionamentos familiares dos profissionais

Parentes, parentes, negócios a parte!

Relacionamentos entre familiares são complexos. Muitas vezes, chegam a ser turbulentos. O problema é que a instabilidade é inimiga dos bons negócios!

Portanto, ao criar um negócio familiar, é importante deixar as normas claras: defina o que faz parte do âmbito familiar e do empresarial. Assim, você evita desentendimentos pessoais no espaço de trabalho, que podem levar a sérios problemas nos negócios.

2. Familiares ou não, atribua os mesmos direitos e deveres a todos os funcionários

empresas familiares
Todos os funcionários, familiares ou não, devem ser tratados em pé de igualdade.

No início, a maioria dos negócios familiares conta apenas com mão de obra de parentes. À medida que o empreendimento cresce, é natural que a demanda por colaboradores aumente, o que torna imprescindível contratar pessoas de fora.

Quando essa hora chega, é importantíssimo manter o profissionalismo. Na contratação de funcionários, isso significa que os direitos e deveres de todos os membros da equipe devem ser iguais, independentemente se eles são família ou não.

Mais dias de férias, emendar feriados, flexibilidade de horários… é tudo ou nada: benefícios como estes devem ser oferecidos a todos, ou a ninguém. Do contrário, você pode desmotivar os funcionários que não têm acesso a eles. A incapacidade em reter talentos pode ser uma sentença de morte para o negócio!

3. Não permita saques arbitrários no caixa da empresa para saldar despesas pessoais

O uso de fundos empresariais para quitar dívidas pessoais é um dos fatores que deve acender o sinal amarelo em sua empresa. Afinal, trata-se de um dos principais erros de gestão apontados por especialistas no assunto!

As empresas familiares não são exceção. Na verdade, no caso delas, há um agravante: devido à relação de parentesco, pode ser que alguém se sinta à vontade para tirar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, para pagar um ou outro boleto. Com o tempo, isso vai se traduzir em buracos no orçamento que ninguém consegue explicar.

Portanto, estabeleça, no contrato pessoal, um valor de pró-labore para os sócios, que é a compensação financeira pelos serviços prestados. No caso dos empregados, o salário deve ser acordado entre ambas as partes e registrado em carteira.

4. Não contrate por parentesco, contrate por competência

empresas familiares
Como em qualquer outra empresa, as contratações devem ser feitas de modo objetivo.

Um erro bem-intencionado e comum em empresas familiares é a sua transformação em “cabidões de emprego”. Nestas situações, todos os parentes com vontade de trabalhar no negócio conseguem um cargo, independentemente de serem necessários ou não.

Pense: caso a sua empresa não fosse familiar e uma pessoa dissesse que quer trabalhar nela, você aceitaria de imediato? Provavelmente, não!

Então, por que fazer o mesmo em seu negócio, só porque ele é administrado em família? Tenha em mente que a contratação de funcionários deve acontecer apenas quando for necessária. Quando a hora chegar, a seleção do novo colaborador deve ser feita por meio de competências, não pelo parentesco com a direção.

5. Não tome decisões somente em curto prazo

Muitas vezes, um negócio familiar é criado por necessidade. No afã de fazê-lo dar certo, é comum que haja várias metas de curto ou médio prazo, mas nenhuma para um período mais longo. É importante que você invista algum tempo nisso, caso queira que ainda haja uma empresa para repassar às próximas gerações.

Pense: onde você enxerga seu negócio em 10 anos? Trace metas objetivas e baseadas na situação atual do seu negócio. Se for necessário, contrate um consultor com mais experiência no assunto do que você. Acredite, isto faz a diferença para a longevidade da empresa!

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6. Treine as novas gerações para assumir o negócio

O conflito entre gerações é real em todos os âmbitos, inclusive o empresarial. No caso das negócios familiares, ele se agrava por conta da relação pessoal entre gestores e subordinados.

É comum que as gerações mais velhas, que comandam a empresa, não confiem na capacidade dos mais novos – que, por sua vez, tendem a achar os métodos dos atuais gestores obsoletos. Assim, ficam relutantes em delegar responsabilidades importantes. Por mais que isto, de certa forma, assegure a estabilidade na gestão, por outro deixa as gerações mais novas – que um dia herdarão o negócio – despreparadas para comandá-lo mais adiante.

Portanto, é importante que, pouco a pouco, os mais novos sejam familiarizados com as rotinas de gestão. Quando chegar a hora, haverá líderes capacitados para comandar a empresa.

7. Considere contar com gestores que não sejam familiares

empresas familiares
Ter talentos fora do círculo familiar é benéfico para a empresa.

Às vezes, é importante contar com alguém que tenha visão objetiva e imparcial para dar uma perspectiva diferente e ajudar a tocar o negócio. No caso de empresas familiares, o melhor aliado possível nesta missão é um gestor externo, seja um sócio ou empregado. Quando falamos que ele deve ser “externo”, queremos dizer que ele não deve ser do círculo familiar.

Este indivíduo, além de capacitado na área na qual trabalhará, terá uma perspectiva totalmente diferente sobre o negócio. Consequentemente, poderá oferecer insights e criar estratégias que os membros da família jamais imaginariam.

8. Crie um mecanismo para mediar conflitos

Por mais que todos os envolvidos se esforcem para serem profissionais e deixarem os conflitos do âmbito pessoal fora dos negócios, isso nem sempre é possível. É inevitável: mais cedo ou mais tarde, eles chegarão a você!

Portanto, é importante se antecipar aos confrontos e encontrar uma maneira de resolvê-los antes mesmo que eles aconteçam. Seja um conselho ou uma hora do dia reservada à conciliação, há várias maneiras de resolver isso. Encontre qual funciona melhor para a sua equipe!

9. Não se esqueça de ter um bom sistema de gestão!

É comum que, pelo menos no começo, empresas familiares sejam pequenas. Assim, os gestores costumam acumular muitas funções. Esta alta carga de trabalho favorece imprevistos, erros, e, consequentemente, prejuízos!

Portanto, é importante contar com um sistema de gestão desde o início das operações, independentemente dos segmento no qual o negócio opera. Com a ajuda da ferramenta, é possível reduzir custos, erros e otimizar o controle financeiro, de estoque, pedidos, cadastros de clientes, ordens de serviço e muito mais!

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